Taxa Selic Baixa – Onde Investir Nesse Cenário?

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Taxa Selic baixa, diante deste fato, a vida dos investidores conservadores não será nada fácil, porque as formas de investimentos que carregam um menor nível de risco não estão nada atrativas.

O COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central) responsável por regular a Selic, resolveu na quarta-feira (17) de junho de 2020, realizar mais um corte na taxa básica de juros da economia do Brasil, que passou de 3% a.a. para 2,25% a.a., determinando um novo piso histórico para a taxa.

Essa medida terá vários reflexos na economia como um todo, más, visa principalmente ajudar a estimular a economia brasileira, reduzindo o custo dos financiamentos, diante de um cenário de forte queda da atividade econômica no Brasil e no mundo.

Más, para os investidores surge uma dúvida natural, onde investir com a taxa Selic baixa, diante desse cenário desafiador, não é mesmo?

Posso adiantar para você, que quem quiser obter rentabilidades melhores terá que mudar a forma de pensar, e principalmente, rever a sua tolerância ao risco.

Fique comigo até o final desse artigo, e vou te mostrar quais as melhores alternativas para investir nesse cenário de taxa Selic baixa, ok?

Vamos lá?

Antes de falarmos mais especificamente sobre onde investir com a taxa Selic baixa, vamos entender melhor o cenário econômico atual da taxa Selic, também, o que poderá acontecer futuramente, ok?

Veja na imagem abaixo a evolução da taxa Selic desde meados de 2017.

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Fonte: Banco Central

Na ata do COPOM da reunião anterior, o comitê já havia esclarecido que consideravam impor um limite para os cortes da taxa.

Ou seja, eles vão determinar um piso mínimo que não pode ser ultrapassado para que não prejudique ainda mais o estímulo da economia.

Segundo o COPOM, as economias emergentes devem manter um nível mínimo de prêmio pelo risco, até mesmo para estimular a entrada de novos investimentos.

Por isso, o comitê informou que novos cortes, se ocorrerem, serão menores, e podem não acontecer. Sendo o mais provável a manutenção da taxa nos níveis atuais por alguns meses.

Já com relação ao PIB brasileiro, economistas projetam uma queda de aproximadamente 6,5% para o ano de 2020, enquanto o banco mundial projeta uma queda de até 8%.

Com tudo isso, concluímos que os efeitos da pandemia têm sido muito prejudiciais, tanto para a economia brasileira, como para a economia mundial.

O único ponto positivo neste cenário de taxa Selic baixa é que a baixa atividade econômica tem diminuído o consumo, o que está causando um fenômeno muito raro no Brasil, a deflação.

Ou seja, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou uma queda de 0,38% no mês, o segundo consecutivo de queda.

Especialistas estimam que nesse ritmo, a meta para a inflação para 2020 será batida e ultrapassada, ficando abaixo do piso da meta em 2,5%, sendo cotada a 1,60% ao final do ano.

Vamos conferir agora algumas afirmações do colegiado (COPOM) na reunião passada:

“Nesse contexto, apesar da provisão adicional de estímulo fiscal e monetário pelas principais economias, e de alguma moderação na volatilidade dos ativos financeiros, o ambiente para as economias emergentes segue desafiador, com saída de capitais significativamente superior à de episódios anteriores”.

“Perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia”.

“A conjuntura atual prescreve estímulo monetário extraordinariamente elevado”;

“Há potenciais limitações para o grau de ajuste adicional”.

“A trajetória fiscal ao longo do próximo ano, assim como a percepção sobre sua sustentabilidade, serão decisivas para determinar o prolongamento do estímulo”.

“Com relação à economia global, o Comitê entende que, assim como em outras crises internacionais, o aumento da aversão ao risco e a consequente realocação de ativos tornam o ambiente desafiador para os países emergentes”.

“Em contraste com outras crises mais recentes, em que o epicentro estava localizado no Hemisfério Norte, nessa ele se desloca para todos os países, juntamente com a pandemia”.

“Além disso, projeções apontam para uma recessão global com poucos precedentes históricos”.

“Entre os emergentes, aqueles com maior vulnerabilidade fiscal tendem a ser os mais prejudicados”.

“É plausível um cenário em que a retomada, além de mais gradual do que a considerada, seja caraterizada por idas e vindas”.

“Embora haja poucos dados disponíveis para o mês de abril, há evidência suficiente de que a economia sofrerá forte contração no segundo trimestre deste ano”.

“O impacto da pandemia sobre a economia brasileira será desinflacionário e associado a forte aumento do nível de ociosidade dos fatores de produção”.

“A elevação abrupta da incerteza sobre a economia deve resultar em aumento da poupança precaucional e consequente redução significativa da demanda agregada”.

“O comitê reafirma seu compromisso com a meta para a inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que sempre foi e segue sendo o principal objetivo da política monetária”.

“Para o Copom, a interação da deterioração do cenário externo com frustrações em relação à continuidade das reformas e possíveis alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas pode ameaçar o processo de queda dos juros estruturais”.

“A potencial existência de um limite efetivo mínimo para a taxa básica de juros brasileira”.

“A maioria dos membros ponderou que o limite seria significativamente maior em economias emergentes do que em países desenvolvidos, devido à presença de um prêmio de risco”.

“Foi ressaltado que esse prêmio tende a ser maior no Brasil, dadas a sua relativa fragilidade fiscal e as incertezas quanto à sua trajetória fiscal prospectiva”.

“Nesse contexto, já estaríamos próximos do nível onde reduções adicionais na taxa de juros poderiam ser acompanhadas de instabilidade nos mercados financeiros e nos preços de ativos”.

“Assim, o Copom optou por uma provisão de estímulo mais moderada, com o benefício de acumular mais informação até sua próxima reunião”.

Diante desse cenário econômico desafiador, gestores de patrimônio tem opiniões bem divergentes sobre onde investir com a taxa Selic baixa.

Vamos ver agora algumas alternativas viáveis para obter melhores retornos sobre os investimentos nesse período.

Como fica o investimento na poupança?

Com a taxa Selic baixa, o primeiro reflexo negativo para a poupança e para a renda fixa é que essas modalidades de investimento renderão menos ainda.

No caso da poupança, atualmente existem duas regras em vigor, vamos relembrar como é a remuneração:

Regra antiga:

Para depósitos realizados antes de 4 de maio de 2012, os rendimentos (Prêmio) serão calculados da seguinte forma:

_0,5% ao mês + TR.

Regra nova:

Para depósitos realizados a partir de 4 de maio de 2012, os rendimentos (Prêmio) serão calculados da seguinte forma:

_Se a Taxa Selic for menor ou igual a 8,5% ao ano, a rentabilidade será de 70% da Selic + TR (taxa de referência);

_Se a Taxa Selic for maior que 8,5% ao ano, a rentabilidade será de 0,5% ao mês + *TR;

Portanto, como o juro brasileiro em junho de 2020 está em 2,25% ao ano, o ganho da poupança será de apenas 1,575% ao ano mais a TR (taxa de referência) que atualmente está em (0).

Isso significa que se você quiser alocar parte do seu capital na poupança, por exemplo, $ 100 mil reais, ao final de 1 ano você terá apenas $ 1.575,00 reais de prêmio, um retorno ridículo.

*A (TR) é calculada pelo Banco Central, com base na taxa média mensal ponderada ajustada dos CDBs prefixados das trinta maiores instituições financeiras do país, eliminando-se as duas menores e as duas maiores taxas médias. A base de cálculo da TR é o dia de referência, sendo calculada no dia útil posterior.

Onde investir com a taxa Selic baixa – Como fica o investimento na renda fixa?

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Ainda sobre investimentos mais conservadores, como a renda fixa, o cenário de taxa Selic baixa não é nada animador.

Com a taxa Selic baixa, nos atuais, 2,25% ao ano, um investimento que entregue 100% do CDI irá gerar um ganho líquido aproximado, após impostos, de apenas 1,85% ao ano. 

Isso significa que se você alocar os mesmos $ 100 mil reais na renda fixa, ao final de 1 ano você terá apenas $ 1.850,00 reais de prêmio, um retorno nada empolgante.

Se essa modalidade de investimento é o que você procura, uma alternativa seria alongar os prazos de investimentos desse tipo de ativo.

É possível encontrar letras financeiras de grandes bancos como o Itaú e o Bradesco por exemplo, com prazo de dois anos, entregando mais de 120% do CDI, o que é muito bom, e raro, para um nível de risco baixo.

Como fica o investimento em Tesouro Direto?

Uma boa alternativa sobre onde investir com a taxa Selic baixa, e que carrega um risco baixo, com retorno semelhante à renda fixa, e ainda protege o capital de uma disparada da inflação, é a compra de ativos que entregam, “juros reais”, que são os juros acima da inflação.

Uma ótima alternativa para essa finalidade é investir em títulos da dívida pública nacional, pelo Tesouro Direto.

O tesouro direto oferece vários títulos com formas de rentabilidade diferentes, e que podem ser utilizados com finalidades diferentes, se você quiser conhecer melhor sobre como funciona o investimento no Tesouro direto, sugiro que leia nosso post, tesouro direto – um guia completo grátis.

Para exemplificar, um título mais específico para a proteção contra a inflação seria o Tesouro IPCA + com vencimentos em 2026 ou 2035.

Esse título sempre te pagará um juro real acima da inflação.

Na verdade, ele te paga dois prêmios, um prêmio variável, e um prêmio fixo como veremos a seguir.

O prêmio variável é a inflação do período, e o fixo deve ser consultado no momento da compra.

Por exemplo, para a data de 19/06/2020 os prêmios para esse título são os seguintes:

TESOURO IPCA+ 2026: O prêmio é o IPCA + 2,62% ao ano.

TESOURO IPCA+ 2035: O prêmio é o IPCA + 4,04% ao ano.

Vamos exemplificar como seria o retorno com um investimento no TESOURO IPCA+ 2026 com o mesmo aporte de $ 100 mil reais.

O IPCA para 2020 está estimado em 3,25% no ano, + 2,62% de prêmio fixo, totalizando uma rentabilidade anual de 5,87%.

Com isso, ao final de 1 ano, o retorno sobre os $ 100 mil reais seria de aproximadamente $ 5.870,00 reais antes de impostos.

Uma segunda estratégia em títulos públicos que pode ser adotada é, se você acredita na continuidade da queda das taxas de juros, você pode comprar títulos com vencimentos mais curtos, e ganhar com a valorização desses títulos a curto prazo, ok?

Onde investir com a taxa Selic baixa – Como fica o investimento em Debêntures?

Nesse cenário de taxa Selic baixa, uma outra opção de investimento que carrega um nível de risco, de moderado, para baixo, e oferece um retorno melhor em comparação à renda fixa, são os títulos de crédito privado.

Entre os títulos de crédito privado estão as Debêntures, CRI´s e CRA´s.

Em um cenário de juros muito baixos como o atual, as debêntures tendem a apresentar um retorno ainda melhor do que os títulos públicos, e se for uma debênture incentivada, ainda é isento de imposto de renda.

Basicamente, investindo nessa modalidade você emprestará dinheiro, mais diretamente, para uma empresa que precisa levantar capital.

No Brasil você encontra opções de crédito privado como a Energisa, de vencimentos curtos, que entrega em um ano CDI + 3,50%.

O CDI tende a acompanhar a taxa Selic, portanto, para junho de 2020 ele também estaria em aproximadamente 2,20% ao ano.

Com isso, exemplificando com uma aplicação em crédito privado com o mesmo aporte de $ 100 mil reais, em um ano você receberia um prêmio aproximado de $ 6.050 reais antes de impostos, bem melhor que a renda fixa, não é mesmo?

Importante atentar-se para os títulos com rating “AAA”, que são de empresas tidas como de boa solidez financeira, e que geralmente fazem parte de segmentos resilientes, como de transmissão de energia.

De modo geral, as debêntures são boas opções de investimento, más, como existem várias ofertas de debêntures no mercado, e, como elas carregam vários detalhes, elas devem ser analisadas com calma.

Por isso, para evitar problemas, antes de investir nessa modalidade é muito importante fazer uma avaliação cuidadosa das condições impostas, e do histórico de pagamento da empresa em questão, ok?

Onde investir com a taxa Selic baixa – Como fica o investimento em Ações?

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Bem, quando o assunto é onde investir com a taxa Selic baixa, vimos que o cenário não é nada animador para a renda fixa e os títulos públicos, certo?

Com isso, o mercado de ações surge como uma alternativa muito boa para buscarmos uma rentabilidade maior sobre os investimentos.

A grande vantagem de investir no mercado de ações é que a dinâmica de funcionamento desse mercado dificilmente muda.

Por isso, quem já está preparado, e aceita um maior nível de risco, tem vantagens que podem ser aproveitadas imediatamente no mercado de ações.

Más, se você ainda não está familiarizado com esse mercado, você também pode participar, basta estar disposto a mudanças.

Porque diante do cenário econômico atual, aceitar uma maior exposição ao mercado de ações é uma das poucas alternativas mais atrativas para quem deseja obter melhores rentabilidades nos investimentos.

Más, esse mesmo cenário econômico atual difícil para a renda fixa, pode gerar uma importante consequência positiva, uma vantagem extra para quem investe no mercado de ações.

Raciocine comigo.

Se as formas de investimentos convencionais estão pagando um prêmio ridículo, e o mercado de ações continua com sua dinâmica de funcionamento normal, podendo entregar ótimas rentabilidades, e que inclusive já se valorizou bem desde o último fundo do ano, qual seria uma grande possibilidade que pode acontecer em futuro próximo?

Isso mesmo que você imaginou, mais pessoas físicas podem migrar para o mercado de ações.

E como você pode imaginar, o reflexo de uma maior entrada de capital, eleva a possibilidade das cotações se valorizarem, entendeu a oportunidade?

Ou seja, entrando mais investidores, entrará uma força de compra maior, com isso, a bolsa terá uma chance bem maior de continuar subindo, o que por sua vez, tenderá a trazer maiores ganhos para quem já estiver posicionado, entendeu?

Más, se você ainda não investe, tenho que te alertar que, investir no mercado de ações não é tão simples como investir na poupança, como muitas pessoas pensam.

No investimento em ações existem muitos detalhes, e até mesmo armadilhas, que devem ser conhecidos, antes, de você colocar seu dinheiro nesse mercado.

Acredite meu amigo, o mercado de ações não pode ser subestimado.

Para deixar claro, vou exemplificar como esse mercado é minucioso.

Sabemos que dentro do mercado de ações existem várias formas diferentes de atuar, não é verdade?

A forma mais simples de atuar, más, que para mim não é a melhor devido aos custos, taxas, e por depender da competência de outra pessoa, é atuar através de fundos de investimento em ações.

Nesse caso, basta escolher o fundo que melhor te agrada e deixar a responsabilidade na mão do gestor do fundo, ok?

A outra forma de atuar, um pouco mais trabalhosa, más, que pode trazer rentabilidades fantásticas, é a própria pessoa administrar os seus investimentos no mercado de ações de forma direta.

Investindo diretamente no mercado de ações, a pessoa pode escolher atuar de forma mais passiva, como é o caso de quem visa ser sócio da empresa, ou, atuar de forma mais ativa, como é o caso de que usa uma estratégia operacional e procura potencializar a rentabilidade dos investimentos.

A atuação de forma mais ativa, fazendo realocações mais frequentes é mais conhecida como especulação.

E, todas essas formas de atuar, carregam um nível de risco diferente, como o buy and hold, o position trade, o swing trade, e o day trade por exemplo.

Más, para não alongar demais o assunto, vou dividir o exemplo entre a modalidade de sócio, que é o buy and hold, que é uma forma mais conservadora de atuar, e, a modalidade de especulação (o trade), que é uma forma mais ativa e arrojada de atuar, e, que engloba as outras 3 formas, o position trade, o swing trade, e o day trade, ok?

Agora, vamos entender melhor as principais diferenças entre a modalidade de sócio, e a modalidade de especulação, e como podem ser utilizadas.

Ambas as formas exigem que o investidor faça estudos prévios para atuar.

A grande diferença entre elas, é que a atuação como sócio exige um estudo mais específico sobre a saúde financeira das empresas, e, a atuação como especulador, exige principalmente estudos sobre a análise gráfica e técnica das cotações.

Portanto, o investidor que pretende atuar como sócio, principalmente nesse cenário atual, deve procurar comprar ações de empresas que apresentem um bom histórico de gestão, más, principalmente, empresas que fazem parte de um grupo chamado de setores defensivos, também conhecido como setores perenes.

O setor defensivo consiste em um grupo de empresas que fazem parte de uma área da economia que é de necessidade básica para a sobrevivência da população, como por exemplo, o setor de energia elétrica, de saneamento básico, de agronegócios, de bancos, farmácia e outros.

Ao investir nesse tipo de empresa o investidor diminuirá sua exposição ao risco, porque as chances dessas empresas falirem é bem menor do que outras de setores menos importantes da economia, ok?

No caso de uma gestão mais ativa através da especulação, o investidor irá retirar o dinheiro de empresas que já estão esticadas, e, realocá-los em empresas que ainda não andaram bem, más, que carregam um alto potencial de valorização.

Más, o investidor que visa potencializar sua rentabilidade através de uma gestão mais ativa, especulando, deveria também, procurar identificar quais são as melhores empresas, como o investidor sócio faz, não é verdade?

Más, na prática não é isso que eles fazem.

Ou seja, ou as pessoas investiam como sócias, comprando as ações e esquecendo, ou, elas investiam como especuladoras, comprando e vendendo, qualquer empresa, inclusive empresas ruins.

Observando esse fato, pensei, por que não unir o melhor das duas formas de atuar, e operar de forma equilibrada?

Seria ótimo não é mesmo?

E é!

A partir daí criei meu próprio método operacional vencedor, que visa unir os melhores conceitos das duas modalidades.

Ou seja, através do meu método, o investidor escolherá as melhores empresas para comprar, como o sócio acionista faz, más, ao invés de deixar o capital parado, sofrendo com o sobe e desce das cotações, o investidor visará melhorar a performance da carteira através de uma gestão mais ativa.

Ou seja, após identificar as melhores empresas, o investidor deverá identificar quando a cotação apresenta uma grande possibilidade de subir, e com isso, comprar as ações dessas empresas, que ainda não esticaram.

E, após a compra, o investidor deverá ser capaz de identificar, também, quando a cotação apresentar uma grande possibilidade de cair, e com isso, simplesmente vender as ações dessas empresas, que já estão muito esticadas.

A grande vantagem dessa forma de atuar é que assim você diminuirá o risco e aumentará a probabilidade de ganhos, com isso, potencializará o seu retorno.

A lógica desse método, em comparação com a atuação como um sócio é a seguinte:

Sabemos que as cotações se movimentam em, sobe e desce, certo?

O problema de deixar o dinheiro parado como sócio, é que nos momentos em que as cotações corrigirem, você devolverá toda, ou, grande parte da valorização.

Já, operando de acordo com o “time” de mercado, e realocando as ações, você irá identificar, e comprar, somente as empresas que estejam para entrar em alta, e irá identificar, e vender, as empresas que estejam para entrar em queda, ok?

“A ideia é muito simples, é buscar ganhar e ganhar, e, evitar o, ganhar e devolver, ganhar e devolver”.

Esse é o conceito chave do método operacional inovador que criei, e que chamei de O Filtro De Ouro.

Portanto, esse método visa unir o conceito fundamental do investidor sócio (escolher boas empresas), ao conceito fundamental do investidor especulador (rastrear e ler as cotações, e, entrar e sair nos melhores momentos de mercado com uma visão de médio e longo prazo, ok)?

Você pode saber tudo a respeito desse método no meu curso:

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No curso disponibilizo também minhas ferramentas pessoais de trabalho na forma de bônus, sem custos adicionais, aproveite!

Entendida as diferenças, vamos ver agora o potencial de retorno que podemos conseguir investindo em ações.

Já sabemos que historicamente os investimentos em bolsa superam qualquer outra forma de investimento à longo prazo, certo?

Sabemos também, que uma rentabilidade de pelo menos 20% ao ano, é totalmente alcançável nos investimentos em ações, ok?

Más, para ser capaz de realizar as operações com eficiência, e atingir essa rentabilidade, primeiramente você precisa dominar os conceitos mais importantes, certo?

Caso contrário, você não conseguirá identificar os cenários.

Por isso, fazer um curso é tão importante, ok? 

Vamos supor que você consiga obter essa rentabilidade de 20% no mercado de ações, sobre nosso capital hipotético de $ 100 mil reais.

Com isso, seu prêmio anual seria de $ 20.000,00 mil reais antes dos impostos e taxas.

20% parece um retorno baixo, não é mesmo?

Más, se compararmos com as modalidades da renda fixa que pagam 2,25% ao ano, se nos basearmos em um montante maior, e pensarmos em manter esse retorno à longo prazo, esse se torna um ótimo retorno.

E como você pode perceber, não é a porcentagem de rentabilidade que fará com que você ganhe mais dinheiro, e sim, a quantidade de dinheiro que você tem.

Este é um ponto muito importante que você deve se lembrar, e que muitos iniciantes não entendem e não aceitam.

Ou seja, 20% sobre $ 1 mil reais, geram apenas $ 200 reais, más, 20% sobre um capital de $ 10 milhões de reais, geram $ 2 milhões de reais, no mesmo período, entende?

Compreendidas as possibilidades de retorno, e os reflexos que a taxa Selic baixa poderá ocasionar no mercado de ações, vamos em frente.

Como fica o investimento em Dólar?

Outra alternativa de investimento para o cenário de taxa Selic baixa, que é até mesmo recomendada nesse cenário nebuloso, é diversificar a carteira, investindo também em dólares.

Ou seja, é recomendado investir, ao menos, uma pequena parcela do capital em dólar é muito indicado como forma de proteção da carteira, porque em momentos de grande volatilidade como o atual, mudanças bruscas podem ocorrer, e você pode ser beneficiado com sua posição em dólares.

Portanto, tanto com a finalidade de ganhar, acreditando na continuidade da alta da moeda, quanto visando diversificar e proteger a carteira, você pode alocar parte do seu capital comprando o dólar.

Se você gostaria de saber mais detalhes sobre essa moeda, incluindo como você pode fazer para investir, também, qual é a cotação do dólar hoje, sugiro que leia nossos artigos dólar hoje – confira a cotação, e nosso artigo forex – o que é? como funciona? é autorizado no Brasil?

Alternativas de Investimentos extras.

Devido à conjuntura econômica atual, inclusive de taxa Selic baixa, ativos fora do país estão com preços atrativos.

Portanto, uma alternativa extra seria investir em ativos no exterior.

Entre as possiblidades de ativos no exterior, você pode aplicar em fundos com exposição internacional, assim como também em fundos de índice (ETF´s) focados em ativos norte-americanos.

Existe também a possibilidade de investir em ativos de crédito privado, que oferecem bons prêmios.

Esses ativos apresentam maior qualidade de crédito, com menor nível de risco.

Más, é importante ressaltar que esse tipo de ativo tem apresentado uma alta volatilidade nos últimos tempos.

É possível encontrar ativos de crédito privado no exterior entregando prêmios na casa de CDI mais 3%.

Por fim, alternativas de investimentos no exterior para esse cenário de taxa Selic baixa são, fundos de private equity, e, investimentos pouco populares como, precatórios e fundos imobiliários.

Nos fundos de private equity, o investidor consegue ter acesso a empresas ou setores em crescimento, que não são listados na Bolsa.

A maior vantagem dos private equity, é que com esses investimentos é possível se tornar sócio, ainda na fase inicial da empresa, o que proporciona a oportunidade de comprar as ações por um preço bem abaixo do que em um IPO.

Más, esse tipo de investimento possui uma barreira de entrada alta.

Porque o valor mínimo para entrar em fundos de private equity geralmente começa em R$ 100 mil.

Suponho que isso ocorra para evitar que investidores menos preparados venham a se expor ao risco de forma perigosa.

Em alguns casos, você terá que enviar capital para o exterior.

Você pode saber mais detalhes sobre alternativas de investimentos no exterior através da corretora de valores de sua preferência.

Se você ainda não tem conta em uma corretora de valores, tenho certeza de que nosso artigo como escolher uma corretora de valores – um guia completo para descobrir as melhores ajudará você a escolher uma.

Conclusão.

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Bem amigo (a), o cenário econômico atual, inclusive de uma taxa Selic muito baixa, com certeza é desafiador para quem deseja melhorar a rentabilidade nos investimentos.

Más, como você pode ver, mesmo nesse cenário existem ótimas alternativas.

Recomendo fortemente que você leve em consideração a possibilidade de diversificar a sua carteira de investimentos, e atente-se para o que eu disse sobre as oportunidades que estão surgindo no mercado de ações, antes que seja tarde demais, ok?

Bem, essas eram as dicas que tinha para você sobre, onde investir com a taxa Selic baixa.

Espero sinceramente que esse artigo o ajude a encontrar a opção de investimento que satisfaça melhor as suas necessidades.

Fico por aqui.

Forte Abraço.

Marcio Watanabe.

Fonte de informações: Banco Central

Crédito de imagens: Pixabay

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